segunda-feira, 22 de outubro de 2007

490 Anos de Reforma - e agora José?

490 Anos de Reforma “e agora José?”
31Out.1517 – 31Out.2007

À 31 Outubro de 1517 o monge dominicano Martinho Lutero fixava as 95 teses na porta principal da Capela de Wittemberg na Alemanha. Seu objetivo prioritário era contestar a “venda de indulgências” ou de maneira mais simples “a venda do perdão divino” para vivos e mortos. Mal sabia ele que estava sendo o instrumento de Deus para uma revolução muito maior no seio da Igreja. Este evento recebeu o nome de Reforma Protestante, e mudou o cenário religioso e político do mundo ocidental. Daqui a pouco vamos completar 500 anos de Reforma, a data não passará em branco, mas a pergunta que dirijo para a Igreja brasileira é “e agora José?”.

Uma superficial olhada para a Igreja do séc. XXI, nos dá uma idéia da profundidade e relevância desta pergunta. Pra começo de conversa posso afirmar que algumas Igrejas que surgiram bem depois da reforma, voltaram à prática da “venda”, mas não é somente do perdão divino, vende-se a 'cura', a 'prosperidade', o 'bem estar psicológico e físico' e assim vai. Veja que a igreja atual diversificou os produtos à venda.

Ironia à parte, vivemos um momento delicado na Igreja evangélica brasileira, de um lado é inegável o crescimento numérico, do outro a falta de profundidade espiritual e compromisso com o Evangelho. É bom darmos uma olhada para a Reforma, e quem sabe colhermos alguns bons exemplos do mover de Deus daqueles dias.

Naqueles dias houve uma redescoberta das Escrituras, aliás uma das primeira Lutero, foi providenciar uma tradução da Bíblia para língua alemã, o que causous ações de grande impacto. Outros reformadores seguiram o mesmo exemplo. Amor e zelo pelo cumprimento da Palavra foi uma marca distintiva. Naqueles dias não era cansativo permanecer duas horas na igreja ou mais, sendo a maior parte do tempo destinada à exposição sistemática das Escrituras. Não havia grandes equipes de louvor, e nem “efeitos especiais” no culto, o pregador não era um apresentador de programa, carismático e divertido. É, as coisas mudaram muito de la para cá.
A reforma do séc. XVI, foi efetivamente um reavivamento, [nova vida foi dada à Igreja] e seus efeitos não se limitaram à Igreja, mas um impacto profundo foi sentido na sociedade. O judiciário foi influenciado, o poder político também. Homens de Deus ocuparam funções de destaque, e fizeram a diferença. O contraste é evidente – embora a igreja evangélica brasileira tenha alcançado 'notoriedade' pelo seu vertiginoso crescimento, porém sua influência é irrisória. A situação social e política em que vivemos reflete de maneira clara as fraquezas do povo de Deus nesta nação. O Evangelho que vivemos é barato, não custa o nosso “sangue” como custou dos reformadores. Assim, se a politica por aqui nunca foi boa, não melhorou depois que a Igreja 'cresceu'.

“E agora José?” O que fazer? Quais caminhos para restaurar a vitalidade presencial da Igreja? Para rompermos a barreira dos números que não produzem efeitos práticos na nossa sociedade? Para divorciar a poligamia perniciosa dos líderes evangélicos com a 'politicagem'?

Aponto como caminho a redescoberta da Palavra libertadora, na perspectiva da suficiente graça que há no nome de Jesus Cristo. Um Evangelho que nos liberta graciosamente em Cristo, e nos leva de volta ao mundo para sermos sal e luz.

Robson Pereira dos Santos
Ministro Presbiteriano
Pantanal - BR

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Viagem Cbá 12-15 Out./07



Cuiabá é bom de +
12-14 Out.2007

Olá pessoas! Faço a seguir um breve relato da nossa viagem a Cbá (MT), para a casa da sogrona. É bom lembrar que já faziam um ano de três meses que eu não visitava aquela cidade. Ao chegar lá percebi que o calor continuava o mesmo, mas graças a Deus, no Sábado (13/10) a graça de Deus alcançou aquela terra, a chuva caiu, sobre bons e maus com o ensina as Escrituras.

A viagem como um todo foi muito boa, mas gostaria de destacar a visita feita no distrito da Guia, que fica à us 20 Km de Cbá. Nos dirigimos para aquele local na sexta-feira à noite, e lá ministramos a Palavra em culto à noite. Eu estava disposto a voltar para Cbá, detalhe, d e moto e à noie, o que não é recomendável. Porém surgiu o convite para passarmos a noite na fazenda do casal Cavalcante/I zabel, membros daquela Igreja. A hospedagem foi de primeiríssima qualidade, o lugar simples mente é paradisíaco, à beira do rio Cbá. Às 04:00h de sábado eu estava de pé para a pescaria - eu não peguei, mas ainda assim foi muito bom. Ah, não posso esquecer de falar da preciosa comunhão que tivemos ali na presença dos adolescente e jo vens da Igreja Presbiteriana da Guia. Aqui deixo um abraço para todos eles.

O Domingo foi bem agitado. Pela manhã: escola dominical especial na Igreja Batista, em que minha sograna D. Celina congrega, lá teve uma programação especial em comemoração ao dia das crianças, parabens p ara o pessoal da organização. O almoço foi "top' com a presença do Pr. Samuel e toda família. Ainda no domingo, ministramos a Palavra de Deus na Igreja Presbiteriana do Itapajé, lugar em que podemos rever alguns irmãos.

Às 23:30h estávamos embarcando no nosso ônibus, devolta para C.Gde. Agradecemos a Deus pelo tempo precioso que Ele nos proporcionou nesta viagem. Agradecemos as orações.

Robson/ Kátia

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terça-feira, 9 de outubro de 2007

Eu, Deus e a obra Missionária


A partir de hoje, nas ministrações do culto noturno, estaremos voltando a nossa atenção para a temática da ‘Missão da Igreja”, culminando no culto do ‘Desafio Missionário 2007” do dia 17 de Junho. Por isto esteja atento para o que Deus tem para você nestes dias.

Os simples fato de separarmos um período de tempo para discutirmos este tema, já denota uma fraqueza institucional e também uma fraqueza da Igreja local, reconhecemos isto e sentimos a necessidade de enfrentarmos o problema de frente. A natureza da Igreja é missionária, com isto quero dizer que na essência das razões para a existência da Igreja está o seu caráter missionário. Ela nasceu e deve viver para missões. Jesus chamou os seus primeiros discípulos com a clara proposta de fazer deles ‘pescadores de homens’, ‘anunciadores do reino’; ‘proclamadores da boa nova’ de que nele há perdão de pecados, e uma nova oportunidade do ser humano se relacionar com Deus, encontrando salvação, encontrando perdão.

‘Deus gosta de gente’, anunciam os pregadores - sim Deus gosta de gente. Vemos isto na narrativa bíblica desde o Édem, pois com a ‘queda do homem’ já aparece ali a promessa da restauração futura (Gn 3.15), que dizer do chamamento de Abraão, e a narrativa dos profetas, sempre apresentando Deus indo ao encontro do ser humano, que insiste em fugir da sua presença. Por fim o próprio Filho foi ‘enviado’ ao mundo - Deus continua indo, agora através da sua Igreja. É neste sentido que entendemos o caráter ‘apostólico da Igreja’, ela foi comissionada pelo próprio Senhor Jesus, recebeu autoridade e poder para dar continuidade ao trabalho iniciado pelos apóstolos (Mt 28.18-20). Ao ser inserido na Igreja, recebemos esta ordem “Ide”, entramos no contexto da sucessão apostólica, recebemos seus privilégios e também suas responsabilidades.

Claro, você poderá dizer: “Eu não sinto que tenho dom para ser um missionário”, lhe responderia: que ‘eu’ também não! Na Igreja pastoreada pelos apóstolos e pelos discípulos dos apóstolos, isto é, na Igreja até o séc. II d.C. ‘ninguém’ fazia este tipo de pergunta, era uma pergunta totalmente desnecessária, pois cada crente compreendia claramente que era não somente um membro da Igreja, mas havia um sentimento muito forte de se pertencer a Cristo - ele/ ela era um ‘discípulo de Cristo’ - ou, como foram chamados em Antioquia: ‘cristão’, um pequeno Cristo (At 11.26). Esta é a compreensão que deveríamos ter: em todo tempo e em todos os lugares, em palavras e em atitudes, devemos ser reconhecidos como ‘discípulos’ de Cristo, testemunhas da sua morte e ressurreição, proclamadores do Evangelho que nos alcançou. Para mim, isto é ‘ser missionário(a)’, e me parece que nenhum ‘verdadeiro crente’ usando um fraseado moderno, pode fugir disto.

A vida secular, com suas demandas, nunca foi impedimento real para a concretização do meu compromisso com Jesus, pelo contrário, é “no secular” que demonstro este compromisso, é lá e somente lá “no secular”, no “mundo” que posso demonstrar genuinamente que sou um ‘discípulo’ de Cristo.

Quando falamos de Missões, inevitavelmente nos lembramos do crescimento e expansão da Igreja, isto não está errado. Porém, não há como falar de missões sem falar do Evangelho, é o Evangelho que se proclama e que se vive. Se não vivermos “no” e “para” o Evangelho a cada dia dificilmente vamos nos interessar em proclamá-lo. Está lançado o desafio, “viva” e “experimente” a vida de Cristo a cada instante, para que missões seja algo natural em nossa Igreja.

Robson Pereira dos Santos

Ministro Presbiteriano

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