Eu, Deus e a obra Missionária

A partir de hoje, nas ministrações do culto noturno, estaremos voltando a nossa atenção para a temática da ‘Missão da Igreja”, culminando no culto do ‘Desafio Missionário 2007” do dia 17 de Junho. Por isto esteja atento para o que Deus tem para você nestes dias.
Os simples fato de separarmos um período de tempo para discutirmos este tema, já denota uma fraqueza institucional e também uma fraqueza da Igreja local, reconhecemos isto e sentimos a necessidade de enfrentarmos o problema de frente. A natureza da Igreja é missionária, com isto quero dizer que na essência das razões para a existência da Igreja está o seu caráter missionário. Ela nasceu e deve viver para missões. Jesus chamou os seus primeiros discípulos com a clara proposta de fazer deles ‘pescadores de homens’, ‘anunciadores do reino’; ‘proclamadores da boa nova’ de que nele há perdão de pecados, e uma nova oportunidade do ser humano se relacionar com Deus, encontrando salvação, encontrando perdão.
‘Deus gosta de gente’, anunciam os pregadores - sim Deus gosta de gente. Vemos isto na narrativa bíblica desde o Édem, pois com a ‘queda do homem’ já aparece ali a promessa da restauração futura (Gn 3.15), que dizer do chamamento de Abraão, e a narrativa dos profetas, sempre apresentando Deus indo ao encontro do ser humano, que insiste em fugir da sua presença. Por fim o próprio Filho foi ‘enviado’ ao mundo - Deus continua indo, agora através da sua Igreja. É neste sentido que entendemos o caráter ‘apostólico da Igreja’, ela foi comissionada pelo próprio Senhor Jesus, recebeu autoridade e poder para dar continuidade ao trabalho iniciado pelos apóstolos (Mt 28.18-20). Ao ser inserido na Igreja, recebemos esta ordem “Ide”, entramos no contexto da sucessão apostólica, recebemos seus privilégios e também suas responsabilidades.
Claro, você poderá dizer: “Eu não sinto que tenho dom para ser um missionário”, lhe responderia: que ‘eu’ também não! Na Igreja pastoreada pelos apóstolos e pelos discípulos dos apóstolos, isto é, na Igreja até o séc. II d.C. ‘ninguém’ fazia este tipo de pergunta, era uma pergunta totalmente desnecessária, pois cada crente compreendia claramente que era não somente um membro da Igreja, mas havia um sentimento muito forte de se pertencer a Cristo - ele/ ela era um ‘discípulo de Cristo’ - ou, como foram chamados em Antioquia: ‘cristão’, um pequeno Cristo (At 11.26). Esta é a compreensão que deveríamos ter: em todo tempo e em todos os lugares, em palavras e em atitudes, devemos ser reconhecidos como ‘discípulos’ de Cristo, testemunhas da sua morte e ressurreição, proclamadores do Evangelho que nos alcançou. Para mim, isto é ‘ser missionário(a)’, e me parece que nenhum ‘verdadeiro crente’ usando um fraseado moderno, pode fugir disto.
A vida secular, com suas demandas, nunca foi impedimento real para a concretização do meu compromisso com Jesus, pelo contrário, é “no secular” que demonstro este compromisso, é lá e somente lá “no secular”, no “mundo” que posso demonstrar genuinamente que sou um ‘discípulo’ de Cristo.
Quando falamos de Missões, inevitavelmente nos lembramos do crescimento e expansão da Igreja, isto não está errado. Porém, não há como falar de missões sem falar do Evangelho, é o Evangelho que se proclama e que se vive. Se não vivermos “no” e “para” o Evangelho a cada dia dificilmente vamos nos interessar em proclamá-lo. Está lançado o desafio, “viva” e “experimente” a vida de Cristo a cada instante, para que missões seja algo natural em nossa Igreja.
Robson Pereira dos Santos
Ministro Presbiteriano
Marcadores: comprimisso, igreja, missões, reindo de Deus

1 Comentários:
Gostei do blog pastor.
Servir a Deus é maravilhoso e conhecer pessoas de compromisso como o senhor é uma benção.
Deus o abençoe e o fortaleça na obra cada dia +.
Em Cristo,
Denise
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